sábado, 7 de maio de 2016

Perdido na Floresta

      Chove torrencialmente lá fora consigo deduzi-lo pelo que vejo através da janela da minha sala. Encosto a minha cara no vidro frio, respiro fundo, este tempo é triste mas dá-me forças para libertar as minhas emoções e sentimentos. Vejo a trovoada a cair sobre mim como se trata-se de um raio de sol, enche-me de energia. Com todas as minhas forças deixo-me levar para bem alto no universo, atravessei o céu e ai consegui ver o que estavas a fazer neste dia chuvoso, sozinho percorrias o campo de girassois como se te tratasses de uma sombra triste, por onde passavas tudo à tua volta ia ficando molhado com as tuas lágrimas que faziam com que a natureza fosse morrendo aos poucos.
      Odeio ver-te triste por não me teres ao teu lado neste momento, não desistas de nós por favor peço-te isto com todas as minhas forças, guarda-me no teu coração que eu vou ao teu encontro.
       Deixei-me cair lentamente do céu através da tempestade que se fazia naquele momento, cai de joelhos no chão lamacento, encontrava-me encharcada e fria, sei que tenho de te salvar dessa tristeza, olhei para cima, o céu estava negro sem tréguas de bom tempo. Levantei-me sem forças como se também eu te tivesse perdido para sempre, nem sequer andava , os meus pés rastejavam em teu auxilio. Pensei por favor acredita em mim não me esqueças, com o meu amor levarei-te para um sítio melhor e farei de ti o homem mais feliz do mundo.
      Segui as tuas pegadas que ficaram marcadas na lama, gritei o teu nome aos quatro ventos a ver se me respondias e tu nada , um silêncio absoluto apenas ouvi o vento forte que quase me derrubava, onde andas tu, estás a destruir toda a natureza que nos envolve com o teu pesar, eu prometo que nunca desistirei de nós mesmo que tenhamos de ficar longe um do outro estarás sempre presente no meu coração.
       A lua não deu tréguas naquela noite e nem se dignou a aparecer para me ajudar a iluminar o caminho, já não tinha forças para continuar este precurso até que as lagrimas me caiem sem parar pela minha face e chamo por ti pela milésima vez e nem uma única resposta, onde estás?
      Cheguei à floresta e vi uma grande árvore onde a tristeza não se tinha apoderado dela, corri até lá com esperânça de te ver. Sim encontrei-te deitado no chão, estavas gelado e encharcado da chuva, olhei para a tua cara estavas tão pálido não te queria perder, tu disseste que me amavas mais que tudo nesta vida e que era insuportável passar mais tempo longe de mim e que assim não fazia sentido viver, deixei de ouvir as suas palavras a sua respiração deixou de ser audível, não!!.

        Gritei ao vento a minha tristeza, como podiam ter feito isto comigo, naquele momento também morri por dentro de tanto amor que nutria por ti, cai desalmadamente no chão molhado a chuva aumentou de intensidade, o mundo parecia que ia desabar sobres os nossos corpos inanimados. Olhei para as minhas mãos e vi que estavam a ficar azuladas também o meu corpo estava a morrer, amo-te muito vou já ter contigo.



                                                                                        Escrito por:
                                                                                                Jane Lee

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