Chove
torrencialmente lá fora consigo deduzi-lo pelo que vejo através da janela da
minha sala. Encosto a minha cara no vidro frio, respiro fundo, este tempo é
triste mas dá-me forças para libertar as minhas emoções e sentimentos. Vejo a
trovoada a cair sobre mim como se trata-se de um raio de sol, enche-me de
energia. Com todas as minhas forças deixo-me levar para bem alto no universo,
atravessei o céu e ai consegui ver o que estavas a fazer neste dia chuvoso,
sozinho percorrias o campo de girassois como se te tratasses de uma sombra triste,
por onde passavas tudo à tua volta ia ficando molhado com as tuas lágrimas que
faziam com que a natureza fosse morrendo aos poucos.
Odeio ver-te
triste por não me teres ao teu lado neste momento, não desistas de nós por
favor peço-te isto com todas as minhas forças, guarda-me no teu coração que eu
vou ao teu encontro.
Deixei-me cair
lentamente do céu através da tempestade que se fazia naquele momento, cai de
joelhos no chão lamacento, encontrava-me encharcada e fria, sei que tenho de te
salvar dessa tristeza, olhei para cima, o céu estava negro sem tréguas de bom
tempo. Levantei-me sem forças como se também eu te tivesse perdido para sempre,
nem sequer andava , os meus pés rastejavam em teu auxilio. Pensei por favor
acredita em mim não me esqueças, com o meu amor levarei-te para um sítio melhor
e farei de ti o homem mais feliz do mundo.
Segui as tuas
pegadas que ficaram marcadas na lama, gritei o teu nome aos quatro ventos a ver
se me respondias e tu nada , um silêncio absoluto apenas ouvi o vento forte que
quase me derrubava, onde andas tu, estás a destruir toda a natureza que nos
envolve com o teu pesar, eu prometo que nunca desistirei de nós mesmo que
tenhamos de ficar longe um do outro estarás sempre presente no meu coração.
A lua não deu
tréguas naquela noite e nem se dignou a aparecer para me ajudar a iluminar o
caminho, já não tinha forças para continuar este precurso até que as lagrimas
me caiem sem parar pela minha face e chamo por ti pela milésima vez e nem uma única
resposta, onde estás?
Cheguei à
floresta e vi uma grande árvore onde a tristeza não se tinha apoderado dela,
corri até lá com esperânça de te ver. Sim encontrei-te deitado no chão, estavas
gelado e encharcado da chuva, olhei para a tua cara estavas tão pálido não te
queria perder, tu disseste que me amavas mais que tudo nesta vida e que era
insuportável passar mais tempo longe de mim e que assim não fazia sentido
viver, deixei de ouvir as suas palavras a sua respiração deixou de ser audível,
não!!.
Gritei ao
vento a minha tristeza, como podiam ter feito isto comigo, naquele momento
também morri por dentro de tanto amor que nutria por ti, cai desalmadamente no
chão molhado a chuva aumentou de intensidade, o mundo parecia que ia desabar
sobres os nossos corpos inanimados. Olhei para as minhas mãos e vi que estavam
a ficar azuladas também o meu corpo estava a morrer, amo-te muito vou já ter
contigo.
Escrito por:
Jane Lee
Cada vez melhor!.!.!.!.!
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