Desliguei o meu telemóvel, mandei-o para cima da cama, sem olhar um segundo sequer para ele, vibra, toca, só me apetece destruí-lo, que chato que ele é nunca me deixa em paz, pensei para mim mesma respira fundo três vezes, ao menos se ele me desse uma razão para eu acabar com ele, já entenderia a sua opinião, apenas se mantém na dele e diz que a culpa não é minha é dele.
Ligo o rádio, aumento o volume fecho os olhos e sinto a música, danço sem abrir sequer os olhos tentando esquecer tudo o que tinha passado naquele dia.
Ele abre a porta do meu quarto de repente desliga o rádio, pega-me no meu braço direito com força, tento me deslargar só que é escusado ele é muito mais forte, grita aos meus ouvidos, queres uma razão para eu te deixar então aqui vai, um estrondo percorre-me o corpo fico paralisada, acabo de receber uma estalada dele, puxa-me ainda o braço e atira-me para a cama, perguntando chega-te, fico estupefacta a olhar para ele sem saber o que dizer, pega em todas as nossas recordações e rasga-as atirando-as para a minha cara, acabou-se já não há mais lembranças, espera. Pega no meu telemóvel e apaga o seu numero, agora sim já esta tudo apagado o nosso passado, sai depressa com a mesma rapidez com que entrou aqui.Sinceramente estou tão confusa o que acabou agora de acontecer aqui, só posso estar a sonhar, quer dizer isto parece mais um pesadelo. Corro atrás dele tentando alcança-lo, grito pelo seu nome, ele para e olha para mim, baixa o olhar pesado, profundo e escuro , respira fundo, olha-me nos olhos, puxa-me pela minha mão direita, fui contra o seu corpo, cada vez estava mais assustada, perdida , nem sei, agarra-me no rosto e diz, eu amo-te beijando-me ao de leve nos meus lábios, afasta-se, vira-me as costas.
Volto para casa atrapalhada ponho as mãos no bolso de trás dos meus jeans e tinha um bilhete:
" Desculpa eu gosto muito de ti mas tu mereces muito melhor só te fiz isto para teres uma razão para me deixares e seguires em frente, tens um futuro brilhante pela frente mas em mim do teu lado, Beijo".
Escrito por: Jane Lee