
Oiço o meu coração e consigo sentir que ele está aqui, olho para o meu lado direito e nada, olho para o meu lado esquerdo e nada, giro em mim própria e não encontro nada, algo me diz que ele anda por aqui, abri o portão castanho enferrujado das traseiras que dá para a floresta, fui andando a procura dele, olhei para o céu e pedi que o encontra-se.
O vento bateu no meu cabelo como se me, avisa-se de algo, o sol escondia-se por entre as nuvens escuras, entre pedras e rochedos fui subindo, senti-me cansada e sentei-me a olhar para o horizonte, lá ao fundo via o mar reflectido como se fosse o céu calmo sem movimento de um tom de azul-escuro, dobrei os joelhos junto ao meu peito e abracei-os onde andas não te encontro e procurei-te por todo o lado. O sol desapareceu e o vento aumentou a sua velocidade o dia escureceu e eu senti medo, estava ali nos rochedos sozinha sem saber onde estás e que horas são, agarrei mais o meu corpo, fechei os olhos, o vento aumentava a sua força até que um barulho de passos atrás de mim me assustou e cai de repente do rochedo abaixo, bati com a cabeça numa pedra, e só consegui ver-lhe o rosto, não sei de quem era nem se tratava de um rosto humano. Ali caído ficou o meu corpo gelado, sujo, durante algumas horas ou talvez dias.
Quando acordei estava seca na minha cama, com o pijama vestido mas tenho uma certeza não estava a sonhar era verdade, vi um bilhete na secretária junto à janela do meu quarto, peguei nele respirei fundo e abriu, nele estava escrito uma pequena frase mas o que mais me chamou a atenção foi que estava escrito com sangue de alguém ou talvez meu, naquele momento não conseguia pensar em nada, só me vinha à cabeça a mensagem escrita que dizia, “ Em breve, vou- te buscar”.
Escrito por Jane Lee
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