sábado, 28 de julho de 2012

Castelos de Areia

Querido Amigo Misterioso

                                                                                       25 de Julho de 2030   

     Caminho sobre a areia fria que foi beijada pelo mar negro deste dia, molhei os meus pés em sua águas escuras, sou uma simples mulher que quero ser feliz ao libertar todos os meus sentimentos, ser livre de poder gritar aos ventos tudo aquilo que me apetece e não ser apontada ou questionada por alguém.
     Quero poder sair e não ser olhada de alto a baixo, como se os olhares fossem leões esfomeados, quero ser uma mulher livre, poder adorar a natureza que nos rodeia e agradecem por cada dia que passa.
      Não quero ser usada pelo sexo oposto, nem passar de mão em mão como um guardanapo, tenho valores e sentimentos e sou um ser humano.
      Tento sentar num pequeno rochedo um pouco molhado, sentei apenas numa pequena ponta, sonhar que serei alguém que não sou apenas um extraterrestre visto pelos outros, ergui a cabeça e caminhei enfrentei todos aqueles rochedos e virei costas aos que não interessavam não sou nenhuma pastilha elástica.
      Lutarei sempre pelos meus direitos e pelos outros, sou uma mulher mas um ser humano igual a todos os outros, não há diferenças "Todos iguais e todos diferentes", não sei bem o quê ainda, mas algo de bom será, crescerei ao longo dos anos, todavia a última coisa a acabar dentro de mim e a minha garra de lutar por algo. Gritar ao mundo " Onde está o amor?" , este está presente em todos os corações mesmo dentro dos seres mais frios ele existe apenas não está explorado. Somos nós quem irá traçar o nosso destino e eu quero que um dia digam " Lembras-te daquela rapariga não dávamos nada por ela, passava de uma mera ignorante       , sim essa agora recordamos-a como a defensora do bem-estar da humanidade".
       Pensamos por vezes porquê preocupar-me primeiro com os outros antes de mim própria, eles nem o merecem, contudo se o fizermos um dia eles mesmo que não o admitam publicamente , irão cair em si.
      O meu telemóvel tocou é a rotina a chamar por mim, voltei à realidade de um mundo tão cruel onde o ódio domina a maioria, povos destroçados, vidas perdidas e para quê durante anos a fio, quem sou eu uma pequena pessoa no meu de uma confusão qualquer que a sua vontade de lutar aumenta a cada dia que passa por ajudar no bem-estar de cada pessoa.
      Para quê fazer mal a alguém para mostrar apenas superioridade, para quê ser fútil ao ponto de ser ignorante e não acordar para o mundo em que vivemos.
      Desliguei o telemóvel o telemóvel, paguei no meu caderno e anotei os dez objectivos que queria realizar e a partir dai nada me travou cai como muitos mas voltei a erguer-me ainda com mais força.
      Quero que todos que leiam isto pensem bem como estão os vossos sentimentos interiores e lutem por eles tentando vencer os maus e seguir os bons.




 Jane Lee
     

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