
Estou sentada na cama deixo-me levar pelo som belo da musica que oiço, a minha alma guia o meu ser deixando o meu corpo para trás e tornando as minhas emoções aumentadas.
Um arrepio percorre o meu ser, recordo das palavras sentidas que disseste quando partis-te, beijando-me apaixonadamente, penso no quanto foi importante esse gesto. São as meras palavras que declaras, fazendo todo o sentido de serem especiais para mim.
Sonho quando me sinto sozinha, a noite decorre de uma maneira triste, vista da janela do meu quarto, olho para a lua sendo esta tão brilhante e grandiosa que a venero pela força que me é transmitida.
Toco na janela, esta congela a minha mão, dando-me vontade de gritar de dor, a luz apagou-se ficando na escuridão, ao tira-la tento aquece-la esfregando-a na minha blusa azul, o quarto fica tão frio que todos os vidros embaciam-se de tal modo que não consigo ver o meu reflexo neles, ando desamparada as apalpadelas para tentar alcançar a porta, o meu corpo paralisa, é impossível mexer-me as minhas pernas estão pesadas, o pânico percorre o meu coração.
Alguém sussurra-me “ Regressa para os meus braços”, assusto-me e grito desalmadamente, no momento em que paro, os quatro espelhos do meu quarto partem-se projectando os seus fragmentos como se fosse uma chuva de pequenos cristais, só tive tempo de proteger a minha face, seguidamente ouvi uma explosão, fechei os olhos e quando os abri reparei que a minha casa tinha desaparecido.
Olhei para o céu, a lua permanecia grande e esbelta, o ambiente envolvente era considerado de assustador mas ao mesmo tempo de tranquilizador, pode ser meio estranho mas era o que sentia.
Corri pela estrada com um leveza única comparada a uma simples pena a voar, vi-te no final da rua a olhar para mim com um olhar triste, pela primeira vez derramavas lágrimas pelo teu rosto de anjo, pensei o porquê dessa reacção, corri para ti, falei contigo, declarei o amor que preenche o meu coração, mas fora escusado tu não reagias a nenhuma palavra ou gesto meu, estavas estático com um olhar penetrante e longínquo.
Virei-me e foi então que me apercebi da situação, o meu corpo jazia morto em plena estrada, toquei nele e estava frio e molhado. Não quis acreditar sentia-me como se estivesse a morrer naquele momento, como poderia tal monstruosidade me acontecer, “ não comigo não” gritava soluçando e atirando-me para o chão.
Um vento acariciou o meu cabelo, tirei o casaco do meu corpo morto, verifiquei que havia uma poça de sangue ao meu lado derramada pelo meu próprio corpo, molhei nele a manga do casaco e escrevi na estrada e nas paredes brancas das pequenas casas que se encontravam ao longo da rua uma mensagem para ti “ Quando precisares de mim chama-me, virei e beijarei os teus lábios dizendo com todo o meu coração amo-te para sempre e até já meu anjo “.
Sem comentários:
Enviar um comentário